15:15
Menino bonito, corte no queixo, brecha entre dentes. Topete preto, veias saltadas, braços sarados. Fones de ouvidos e bola laranja, brilho na alma e fogo nas bochechas, pingado em leite. Beijo voraz e toque íntimo, entre camisas pretas e pele em vergões. Risada cínica, bom humor, cama grande e vazia, coração grande engrarrafado em saudade e sonhos, dor e negligência, memórias mais cigarros. Pernas que vão longe mas mente cansada e limpa, limpa demais. A peça, a cura, a paz. Amor, amor, vem cá: escuta o farfalhar das borboletas nas costelas, vê a cintilância na sua presença e sente a âncora na sua absência. Demasiado longe até mesmo deitado em mim, peito em peito, pé em pé. Pode fazer o que quiser, talentoso em quase tudo - menos em reconhecê-lo. Sem imperfeições mesmo em milhares, melhores assim, sublinhadas pelo cansaço e boca grande. Alto em tamanho, mas principalmente em espírito e vontade. Mais meu do que deles, desejo. Seja e ele é, é segurança e felicidade pura. É paixão, mas meu, meu amor.
0 comentários