Nasceu,
Devagar mas então, de repente
À luz e à violência mais suave e inofensiva que já existira
Da beleza e de milhares cores:
Ela.
Explodiu em hidrogênio, com o coração a ferro
Tão brilhante quanto poderia ser.
O tempo fez-lhe bem
A cresceu, a moldou
Mas a sua essência, nunca tirou.
Sorria charme à suas binárias companheiras
Fazia rugas às caudas dos cometas
Proliferava anéis e
assoprava diamantes,
jantando, às vezes, Luas.
É o que é, a mais bela que eu já vi
A mais amada que o faço.
Agora completou mais um,
Longe da velhice
Longe da juventude
Com a alma afogada em elétrons e enigmas.
Grande, querida, tu és
Não só em diâmetro como em espírito
E peço-lhe:
Continue com essa flama inapagável
Que sei, que, quando nós, seres pequeninos, olharmos ao espaço
Daqui a bilhões e zilhões de voltas
Tu ainda estarás aí
Acalmando-nos contra o teu próprio caos.
Desejo-lhe o céu mais pomposo e belo e amigo e leal que possível
E todo o amor.