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E eram extraordinários. Cada um deles à sua maneira. A explosão deu a eles detalhes e assim, autenticidade. Criou-lhes personalidades e penteados. Sorrisos rasgados possuíram suas faces e eles partilhavam o que tinham de novo uns com outros. Eles estavam maravilhados com suas novas características, e de uma maneira que mal perceberam que, naquele evento épico desconhecido - o que proporcionou essas mudanças -, das duas garotas, só uma apareceu. E ela mais pálida que a Lua, desmaiada no chão. A euforia foi substituída por preocupação em milésimos de segundos em todos que a rodeavam. As criaturas afagavam o rosto da menina, na esperança de acordá-la. Eles a levaram para um canto e ficaram observando-a.
- Ela é tão diferente da gente. - disse um.
- Sim. Por quê? - indagou outro.
- Acho que ela é a nossa mãe.
E diferente vozes se juntaram mais e mais, discutindo calorosamente.
- Mãe?
- Isso é uma loucura. Ela parece ser menor que nós mesmo.
- E daí? Isso não significa nada.
- Deveria. Não faz sentido?
- Eu
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