falling in oblivion

19:38

Talvez a coisa mais engraçada e ao mesmo tempos trágica sobre mim, seja eu conseguir ser tudo e depois nada. Aproximo-me sorrateiramente por palavras, ganho sua confiança e te divido sorrisos. Escuto seus problemas, ajudo a não cair em escadas, te faço dançar loucamente. Eu te amo, sim, eu também te amo. Mensagens de madrugada, fotos, partição de tudo, desde roupas a comida. É assim, durante tempos, até perdemos contato durante uma semana - semana que geralmente se transforma em meses, e então anos. Depois, você se esquece do quanto eu era boa. Gentil. Amiga. Você se esquece de tudo isso e não sente mais a minha falta, abrandada por algo parecido com a culpa de não saber onde estou, como estou, sendo que metade de um verão atrás, você sabia a minha rotina de cor. Sua mente apaga os abraços, as piadas internas, as caminhadas. Soa como um passado distante, uma amizade não importante, coisa de um mês. Tudo. E de repente, eu sou nada para você. Sou empurrada à um precipício de mil milhas de profundidade, caio, caio, caio em esquecimento até ser esmagada por ele, ter meus ossos partidos, minhas esperanças arrancadas e estupradas. Viro pó e as partículas se espalham e então eu semeio e cresço e floreio em outro lugar. Então, me aproximo sorrateiramente por palavras..

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