"Não é dos astros, a culpa, caro Bruto, mas de nós mesmos, se nos rebaixarmos ao papel de instrumentos."
17:02Achamos que as razões pertencem aos céus. E sim, em parte, pertencem mesmo. Mas a outra parte é nossa. Nós temos um peso nisso. Se uma escolha te levará a um universo diferente ou no fim te enviar ao mesmo destino, não posso dizer. Eu sou uma mera mortal, e, como isso, acredito que não somos palitinhos a serem mexidos de acordo com os conformes. Talvez eu esteja terrivelmente errada, mas prefiro ignorar isso, pois afinal, toda a vida - e até a morte - é uma grande e bela suposição. Não podemos se quer afirmar com toda a certeza que amanhã existirá oxigênio, que veremos o sol, que a Terra não despencará e nos chutará para a eternidade. O humano gosta de ser grande, porém apenas alguns realmente são. E menos ainda são grandes de um jeito bom. Sempre queremos ser mais do que temos capacidade para ser. Vontade não falta, mas geralmente, garra, persistência e fé não existem. Esperamos que isso caia ao nossos pés, Não adianta ser a maior vontade de nossas vidas se não estivermos dispostos a sangrar, sofrer, sacrificar. Coisas ficarão para trás. Nós prosseguiremos com o objetivo. Não posso dizer que sou uma grande pessoa, mas tenho um grande coração. Percorro paredes atrás de métodos de crescer, leio, sorrio e.. Sejo. Não culpando os astros, o meu Deus e nem a mim mesma. Não me ponho como objeto, não me ponho como o controlador, não me ponho como regra e tão pouco, quanto exceção. Eu aceito. Estou aqui e quero isso. Os porquês são os detalhes - sim, malditos detalhes, eu sei -, e não importa quem seja o culpado.. Fatos não se alteram, pelo o menos não o que eu conheço por fatos, não os meus fatos. Não acredito que nada seja em vão, também, pois não me rebaixo ao papel de instrumentos. Isso tudo só.. é. Há de ser, então é. Fim. Ponto. Mas reticências.
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