infinite

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Cada um deles tinha um infinito dentro de si. Estrelas, amores, milhares de vidas. Corações saltitantes e enormes. Risadas borbulhantes. Uma porção de compreensão e lealdade. Infinitos sentimentos, razões, pensamentos. Todos eram lindos de um jeito singular, à sua maneira. Transbordavam almas e amor e também borboletas. Olhos vívidos. Carregavam com eles lembranças ardidas e experiências transtornadas, desenhos de traços fortes, nomes excêntricos, manias estranhas mas engraçadas. Eles caminhavam e se jogavam entre os anéis de Saturno, enfiavam-se em livros, discutiam sobre monstros. Alguns tão perto, outros tão longe, mas unidos e entrelaçados e juntos por algo bem maior que qualquer distância. Seus dedos trambolhavam durante a madrugada,  a visão embaçava, uma distração sempre os apossava. Mas eles continuavam firme. Se gostando. Juntos. Às vezes um ou outro citava alguma tortura póstuma, um ou outro diziam coisas inapropriadas. Não são perfeitos e isso acabou por ser perfeito, pois as personalidades se encaixavam, as palavras combinavam e os opostos se atraiam. Nos infinitos de cada um, havia infinitos universos. Mas, com certeza, aquele que eles se encontravam era o melhor.

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