lost between Elvis and suicide ever since the day we died
15:56De algum jeito me encaixei em sua turbulência. Talvez até tenha amenizado um pouco o caos; mas sei que o fiz mais suportável. Odiando-me por não conseguir pará-lo, chorei novamente. Como eu queria que soubesse que eu enfrentaria vinte buracos negros por você se fosse preciso. Mais ódio. Não consigo nem se quer provar. Eu penetrei muito além da sua carne forte e resistente, mesmo tendo a minha própria pele arrancada no processo. Cheguei em sua alma - aquela que você achava que não tinha - e vi. Vi toda a sua parte desgastada e suicida e letal ao mesmo tempo, mas enxerguei a parte bela e pacífica e vívida. Achei também, nas entranhas de toda essa partição tão exata, dúvidas. Pontas de velhas histórias, cigarros apagados de vento, músicas cantadas de melodias estranhas. Memórias perdidas. Inferno em olhos. Livros escritos e jogados foras. Me coloquei bem ali, entre tudo, no centro de nada, tornando-me um artífice encabulado nesse mundo tão igual dentro de um ser tão diferente. Abraço-lhe os lábios, finos e macios, tendo camélias presas entre os dedos e sorrisos rasgados. Explodo junto em prazer e em felicidade e em amor, apesar de tudo. Em paz. Porque em meio de toda a bagunça, sendo a bagunça, iremos conseguir desembaralhas e tirar os nós de tudo isso. Os cosmos estão se ajeitando, só é preciso paciência e força de vontade. Fundirei-me à ti, meu amor, só.. me aguarde.
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