strings theory

13:48

Estralo os punhos, girando-os lentamente até ouvir o crack. Linhas me ligam ao pescoço, dedos, costas. Me fazem espreguiçar como um gato, bocejar alto e sorrir para o sol. Brinco com as pontas do meu cabelo, encosto no travesseiro de novo e repentinamente, pular para o chuveiro morno. Minhas unhas estão quebradas, esmalte descascado, calos envolvem a minha pele. Cordas me puxam para uma canção qualquer usando um ritmo animado, quase me fazem escorregar ao eu dançar de um jeito atrapalhado. Mas rio, transbordo felicidade. O caminho para o trabalho parece encantador, como se eu estivesse na ilha mais paradísica do mundo. Loucura. Estou cega, mas ao mesmo tempo, vendo tudo. A beleza em um pássaro no fio elétrico, no som das botas batendo no chão, os delicados respingos da chuva de ontem. Vejo a beleza em cada coisa impossível. Meu coração compassa rapidamente, acompanhando cada pensamento. Os Estranhos me acham estranha. Finas ligações fazem que o fulano do lado suspender a sobrancelha um milésimo de segundo depois de eu tomar conhecimento disso. E é engraçado, pois eles não me conhecem, e nem eu; ele, mas mesmo assim temos o mesmo ar, o mesmo chão, o mesmo mundo. Não parece fazer sentido, mas faz. O mundo é cheio de conexões, mesmo que seja banais como essa. E eu sinto todas.

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