intro

07:09

Já faz um tempo que digo que odeio clichês. Eu odeio toda essa merda de final feliz; toda essa merda de tudo sempre acabar bem. Por que? Bom, porque é tudo uma mentira descarada, envolta de um falso pretexto de felicidade. Mas é tudo hipocrisia minha, pura e irrevogável hipocrisia. Não tenho orgulho de dizer isso, mas qual o propósito de se enganar? Estou começando achar que todos que me rodeiam são iguais. Não idênticos, mas participantes de esteriótipos no geral. Talvez por moda, talvez por opção. Mas a certeza é que, eu acho, que eles não tem escolha, aliás, que nós não temos escolha. Tudo já é velho. Tudo já deixou de ser diferente. Tudo é igual, por mais que pareça diferente. Eu sou uma bolha de idiotice humana. Gosto de bater fotos, apesar de não ter lugares legais, ou roupas bonitas, ou objetos diferentes, ou cara de pau de fotografas alguém na rua. Gosto de rock, apesar de ouvir Taylor Swift às vezes, ou não ouvir todos os clássicos possíveis, ou não saber os nomes de todos os cantores. Gosto de cruzes, mesmo não sendo cristã (ou satânica, dependendo do ponto de vista). Gosto muito de livros, apesar de só ler romances clichês. Gosto muito de escrever, mas as minhas palavras alguém já usou e falou alguma coisa bem próxima. Tudo em mim é previsível, eu odeio isso, mas eu não vejo como posso ser de outro jeito. Eu ligo para a opinião dos meus pais e sou tão babaca que me acho melhor que as pessoas ("amigos") que me acolherem nesse lugar. A minha vida não é uma merda. Só parece, pra mim. Queria mandar esse clichê pro inferno, junto com a pessoa que inventou essa palavra e junto com a outra pessoa que deu o significado disso. Não deveria existir. Todo mundo deveria ser o que quiser, gostar do que quiser, escrever o que quiser e não ter nada para se comparar. Não é justo, mas.. O que é, certo?

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