and all the lost souls say
10:06Chamas rondavam seu crânio. Esperanças transbordavam-a. Virou suas costas e encontrou ele. Os olhos sombrios, ombros delineados. Sorriu o seu melhor sorriso; aquele que só existia quando o via. Sentiu felicidade antecipada, jogou-se nos braços do rapaz bonito. Observou a cicatriz na sobrancelha reta, os lábios brilhantes, o nariz grande - mas perfeito para o rosto. Ele a segurou forte, passou os dedos gentilmente pelo comprimento do braço da menina, fazendo leves arrepios. Seu coração bateu rápido, desregulado.
- Minha língua não consegue pronunciar a sua, querida. Ela é indecifrável. - sua voz era incrível, conseguia penetrar em suas entranhas.
"As primeiras palavras do resto de nossas vidas", ela pensou. Assentiu.
- Mas não faz diferença se - ele para, tomou o pequeno rosto dela em suas mãos - elas estão juntas.
E então a beija. A menina explodiu em silêncio, tomada por prazer.
Alguém precisava ter avisado-a que não era o começo, mas sim o fim. Porém, é claro, ninguém o fez.
E ele continuou a beijando. E a beijou tão profundamente que sugou seu amor e sua alegria e sua esperança. Então, sua vida. Em um momento, nada a definia. Agora, "nada" a define.
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