i told you to be patient, i told you to be fine
12:30Maçãs mordidas não são o problema. É a vontade. O jeito que você segura. Que os lábios se movem ao alcançá-la, que os dentes sugam toda o suco. Ouro e jardim, você grita ao piano e nada faz sentido. É melhor ou pior? Devo correr à um avião ou à uma ponte? Entonações abaixam e sobem, mas você continua ali, subentendido como neutro. Pare. Volte. Eu acho que amo você; mas eu também te odeio. Escute, é complicado. Meus pulmões já não são os mesmos, aquele sorriso já não é mais tão seu. De alguma maneira, o meu pensamento fica rondando todas as suas cantorias e nomes inventados. Originalidade existe, mas não em mim. Olhe. Sou aquele retalho estúpido de mantas velhas, panos de chãos rasgados, com alguma purpurina roxa e deslocada jogada. Tenho outros olhos, não os do inferno, mas aqueles da grama. Não faço ideia sobre o um, mas o dois cheira a tabaco. De algum jeito é confortável. maçã está envenenada e é claro que fulana sabe. Fulana não se importa, mas acha que Fulano sugar o veneno vai salvá-la. Não vai. Não. Vai. Posso pensar no trem em março, vagões rastejando por aí e eu enfrentando alguma solidão do jeito mais clichê possível: rodeada de outras pessoas. A boca é pequena, mas se ajusta a minha. Um sente falta do formato, mesmo nunca tendo-os. Nunca fui dele. Nada. A
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