sing me to sleep, i just don't want to wake up on my own anymore
12:17Seus pulmões eram árvores, seu coração, a Lua e o Sol ao mesmo tempo. As costelas eram o céu, o estômago, animais. Dos cabelos formavam-se mares. Seus dedos eram histórias, suas pernas, trilhas. Olhos formavam montanhas, a boca, um vulcão. Braços corriam-se voos e também flores. Seu cérebro era então ideias e opiniões e pensamentos e sentimentos mas também era mais pessoas e ilhas e países e dimensões e universos. Cada sorriso do ser criava um novo planeta, as risadas formavam melodias. Os cílios caindo eram sementes e as lágrimas, seu oxigênio. Se construía mais do que quebrava, é claro, e vivia contente nos cantos na imaginação. Berrava em um tom uníssono, aborrecia em si mesmo. Mimetizava em gestos suaves e significativos, beijava sem correntes e soprava a carne com gosto. E ele era bom, como era sim. Lindo e resplandecente. E era, era, era. Conseguia ser de novo, e de um jeito, depois de outro, mais tarde era outra. Um ser sendo. Apenas.
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