kiss me like you wanna be loved
16:53Mordi o lábio inferior discretamente e passei os olhos pelo o seu físico bem malhado. Não sou nenhuma Monroe, é claro, mas sei provocar também.
- Algo de interessante? - ele perguntou.
- Talvez.
Um sorriso meio aberto meio fechado tomou-lhe, o suficiente para demonstrar sua insatisfação.
- Talvez?
Voz rouca, áspera, grave; aquela do tipo que te faz querer explodir em uma palavra.
- Dá para o gasto. - eu disse balançando os ombros.
Apoiei-me no meu salto esquerdo e joguei levemente os cabelos para trás. Ele deu um passo para frente, fazendo nossos corpos se tocarem e distribuírem uma corrente elétrica no sangue.
- Dá para o gasto? - perguntou.
- Você irá repetir tudo que eu falar?
- Você irá rep.. Droga!
Ri e ele também. Alto, com senso de humor e bem perfumado. Meu Deus.
- Eu não "dou para o gasto". Eu inundo.
- É mesmo? Por que você não prova? - eu sabia onde isso dar. E era exatamente a onde eu queria chegar.
E ele provou. Em um movimento meio inesperado, me colocou no balcão do bar e me beijou como se eu fosse a única mulher no mundo, descendo as mãos pelas minhas costas e diminuindo qualquer espaço entre nós. Newton não falaria que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo se nos visse naquela hora. Agarrei sua nuca e passei as unhas pelo pescoço dele, rindo por sentir que ele se arrepiou. Apoiou a mão direita na minha perna e apertou de leve. Sua língua brincava com amiga e explorava o meu céu. Senti seu hálito de pasta de dente com toques do vinho que estávamos tomando. Prendi meus braços sob seus ombros e enrolei-me em seu quadril. Havia algumas pessoas ao redor de nós pelo o que eu me lembrava e quando faço um sinal para ele parar, ele mesmo o faz.
- Inundada o suficiente? - interrogou-me retoricamente.
Pegou sua jaqueta e partiu, deixando-me para afogar.
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